Futuro do Presente / FP TrendLab

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TRADIÇÃO REINVENTADA

As instituições tradicionais, consideradas as bases da sociedade, tomam novos rumos. E quem dita os caminhos, o que já vem acontecendo há algum tempo, é a tríade: Música, Mídia e Moda.
Entretanto, apesar destas mudanças há a retomada de valores considerados tradicionais e antiquados, mas de maneiras renovadas. Moderno é ser tradicional a sua maneira.


POPULARIDADE SEGMENTADA

A ideia do mainstream dá lugar aos nichos, como Chris Anderson já propagava com seu livro Long Tail. Na dimensão virtual, este fato tem um apelo ainda maior e mais fugaz, com as celebridades virtuais instantâneas e efêmeras. Cada segmento busca seus próprios ícones de admiração, os ícones não são mais inatingíveis e sim pessoas reais, qualquer um pode tornar-se um foco de atenção e propagador de conteúdo.


GENDER BREAK

A liberdade da construção de um papel próprio e de cada dia tornar-se um novo personagem atinge novos atos. A ideia da quebra entre os gêneros, o embate com o simulacro do feminino ou o masculino. Valorização da androginia, do “be boyish”, explorando as possibilidades do que se pode ser.


MOTION

Parece cada vez mais difícil permanecer em still. Além dos vídeos, interação em realidade aumentada e outros formatos high-tech, também formatos mais básicos como o .gif inundam a rede e casam perfeitamente com tablets e smartphones.
Esta realidade traz consigo conceitos de fluidez, troca e mobilidade e em um universo onde tudo se move o próprio movimento materializa formas. Novas imagens são obtidas a partir de repetição em espelho e da multiplicação de um elemento que se transforma em grupo ou em plano.


BIO ENGINEERING

A corrida para produtos sustentáveis continua e se tornou um movimento tão forte que recebe o nome de Green Design. É a tecnologia sendo utilizada para fabricar objetos e matérias-primas biodegradáveis e esteticamente aceitáveis pelo público.


CRITICAL EXPOSURE

As possibilidades de expressão que o universo virtual propicia para o usuário, a qualquer momento e para todos, faz com que, os indivíduos busquem propagar suas crenças e opiniões de maneira mais enfática. Eles administram suas próprias ideias, as viralizam e trabalham pensamentos em atos de “recorte e cole”. Há a possibilidade de expor e ser crítico a qualquer momento, e ser seguido por outros ou não.


[AR]QUITE[NA]TURA

A mistura da arquitetura, arte e natureza. A arquitetura torna-se uma forma de intervenção artística e popular, como no caso das instalações, sendo transformada em campanhas de marketing e espaço para venda e divulgação. Não apenas do produto em si, mas também de conceitos e experiências de consumo. Não são apenas localizações, mas sim o mundo todo podendo ser um local de consumo, independente do tempo e espaço. O exagero como forma de chamar a atenção do consumidor e da mídia. A natureza entra no viés em que se exploram formar que remetam a ela, e também no fator ecológico com a construção de espaços sustentáveis.


VIRTU[RE]AL

Tornar físico o virtual, tornar virtual o físico. A aproximação cada vez maior entre as duas realidades da hipermodernidade. Até quanto se estende seu alterego no virtual? E de que forma o que você faz no virtual atrapalha ou contribui no físico?
O espaço virtual torna-se tão natural e interligado ao cotidiano que passa a ser visto como parte integrante da vida real do indivíduo, servindo muito mais como extensão daquilo que ele vive do que como meio de fuga às realidades alternativas.


ON / OFF

Em um mundo de atualizações constantes e divulgações de ações cotidianas, surge uma contratendência: Desconectar. O “Afastamento” das tecnologias e valorização do presente surgem como uma macroinspiração. É uma percepção de que muitas vezes o mundo virtual torna-se uma bolha isolada, então surge o desejo de viver de corpo presente.


SKINTALK

A relação entre o corpo, no sentido físico, e os produtos sempre é muito estreita. O corpo é veículo de uso de produtos e objetos, e meio de comunicar mensagens e conceitos. Em um momento em que se as pessoas conectam-se cada vez mais ao mundo virtual, quando há um direcionamento para o imaterial, em oposição têm-se os produtos que se ligam ao fator corpo.

O corpo é abordado em suas diversas facetas: como outdoor, o corpo como local para disseminação da arte, com humor, como forma de expressão, como forma de trazer à superfície o que se está na essência da alma e nas angústias humanas, o ato de recriar o corpo.


REALIDADE ACEITÁVEL

A exploração da imagem do corpo vem juntamente com a ideia da dissonância, a valorização do que é real, não de uma realidade crua, mas uma realidade aceitável e voltada para o consumidor. O natural e o espontâneo imperam no comportamento atual. Porém, qual é o nível de exposição aceitável pelos indivíduos? Qual o limiar entre o natural real e o disfarçado? Muitas marcas investem em campanhas pela real beleza, mas com certo grau de disfarce estético. Nada é tão natural na mídia que não tenha passado por um mínimo de edição.


JUST KIDDING

O humor como uma importante válvula de escape para o homem pós-moderno. Utilizando armas como a ironia e o riso, homens buscam vencer a batalha contra o tédio e o conformismo, vivendo um dia de cada vez. Desde produtos até a publicidade, tudo hoje é criado para tentar causar ao menos um sorriso. Dentro do tema humor, são encontradas suas variações: o humor nerd/ intelectual, o sexual, a tragicomédia da vida real e o sarcasmo.


THINK FUTURE

Fala-se muito sobre o futuro. Apesar de vivermos em uma época muito mais imediatista pensa-se cada vez mais no que acontecerá depois. Uma sensação quase paradoxal entre o viver “o” ou “em função” do tempo.
O futuro sempre intrigou e gerou suposições. Desperta sensações antagônicas: caos e esperança. Com o desenvolvimento das cidades, do homem e estes em contato com a natureza, passa-se a fazer projeções de ações a serem tomadas, projeções para sustentabilidade e vivências humanas.


INTERFERÊNCIA CONSTRUTIVA

No momento em que se questiona a realidade em que se vive, e há uma valorização da liberdade criativa, o homem torna-se co-criador. Explorando seu potencial criativo todos querem ser roteiristas, artistas, designers. Absorve-se a informação gerada por outros, está é manipulada de acordo com seus anseios, unindo fragmentos para criar suas próprias construções. Uma mistura de realidade e ilusão, as fantasias e as colagens de pensamentos, fazendo então, uma bricolagem de emoções e idéias.

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