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(I)NFO GENERATION / INFOXICATION

Excesso de informação é valorização do eu (“I”), do individualismo. A mudança das relações e dos objetivos das pessoas ao longo do tempo trouxe a valorização do “eu”, da “minha liberdade”. Estas pessoas, que estão sempre em busca da satisfação de seus pequenos anseios, tem cada vez mais acesso à informação. Com a facilidade proporcionada pela internet, pelos meios de comunicação e pela rapidez com que tudo é feito, é muito fácil encontrar o que se procura (ou perder-se em sua procura...). São os filhos do Google - (seu cérebros estão conectados ao “googlar”), irmãos do Youtube, ou do Vimeo para os mais modernos. Tem uma dúvida? Ache um vídeo com o tutorial de algo. Quer dar risada? Ouvir música? Uma notícia? Está tudo a um clique. A sabedoria popular, o conhecimento adquirido pelo convívio familiar dá lugar à sabedoria global, o conhecimento adquirido pelo compartilhamento.


As possibilidades de conteúdo, e a instantaneidade destas, geram grandes quantidades de informações fugazes, e o indivíduo sente a necessidade de estar sempre atualizado. Como aborda o comercial da Mercedes: Infoxication - Antes você tinha amigos, hoje, você tem milhares, não apenas uma opção, mas milhares. O homem tem infinitas possibilidades de escolha e segue aquela ideia de que “é bom ter alternativas, mas uma infinidade delas te deixa confuso e sem ação”. A Mercedes fala sobre a informação como algo quase tóxico no cotidiano, e determina “algumas escolhas fazem-se por elas mesmas”.


Outro exemplo da relação do homem – informação – tempo é o filme: Limitless (Sem Limites – 2010). O protagonista é um personagem que não sabe como controlar o tempo e dinamizar suas tarefas, até que ele começa utilizar uma droga: NZT, que modifica completamente sua capacidade de decodificação e ação. A ideia proposta pelo filme seria o sonho de muitas pessoas. Conseguir absorver o máximo as possibilidades que o mundo oferece.


Em outra vertente de pensamento, o Observatório da Imprensa traz um relato interessante sobre a chamada “Idade da Informação”. O texto aborda os mitos que trazemos, e o fato de a sociedade acabar generalizando o que acontece, tais como: seria real a morte dos livros perante a possibilidade da leitura digital? Toda a informação está realmente disponível online? Ocorrerá uma transição para uma ecologia digital? As bibliotecas tornaram-se obsoletas? As leituras tornaram-se mais superficiais?


Essa relação complexa entre o homem e o conteúdo gerado por ele mesmo, suscita sentimentos conflituosos, angústia e ansiedade pelo excesso, além de fugacidade, mas, igualmente, intensifica o lado explorador do homem e permite uma maior abrangência de possibilidades.


Como fala Lipovestky: “Em termos de tecnologia, os meios de comunicação social colaboram para melhorar a nova relação do indivíduo com o conhecimento.” A ideia é de que a tecnologia não acaba com os antigos meios de comunicação, e sim os reforça e dá novos formatos.

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