A globalização e superexposição da informação onde, através do constante contato entre as redes sociais, fazem com que usuários com diversas características e opiniões encontrem-se no mesmo espaço e interajam.
Esta dinâmica causa uma falsa sensação de harmonia e tolerância. O que acontece muitas vezes é que estando no mesmo ambiente eles sentem-se coagidos a interagir até o ponto em que começam a sobrepor a sua opinião.
Dentro de um cenário de discussão isso se mostra saudável, no entanto as pessoas não demonstram maturidade suficiente para lidar com este tipo de situação e extrapolam sua liberdade, uma vez que não param para observar onde começa a do outro. Ao invés de um panorama onde se dialogam as diferenças tenta-se fazer com que o outro seja igual e acredite nas mesmas ideologias que o "eu".
Liberdade de expressão vira pretexto para que qualquer declaração seja aceitável sem nenhuma preocupação com a profundidade do que se diz. Os seres individualizados acabam agrupando-se mais por aquilo que não gostam do que por o que lhes agrada.
Rebecca Black e seu - mais de 3 milhões de vezes odiado – vídeo Friday e o mais recente caso com A Banda Mais Bonita da Cidade mostram o direcionamento das pessoas em criticar sem nenhum pudor ou limite. Uma campanha com mais de 2 milhões de apoiadores pede um botão dont like no facebook.
Comentários no youtube:
Será a enorme quantidade de informação que as mais novas gerações recebem as deixem, paradoxalmente, desinformadas? Com uma capacidade de contextualização cada vez mais desenvolvida, a falta de referências concretas combinada com a supervalorização da própria opinião criam ataques e discussões vazias.
A expressão "Haters gonna hate" nasceu nos guetos americanos e era um tipo de autoafirmação. Apareceu em uma múscia do grupo de hip-hop 3LW dizendo no refrão: jogares irão jogar, odiadores irão odiar – porque é isso que eles fazem – e virou um meme.
Hoje os haters estende-se e marcam presença ativamente em todos os grupos da web.